Eu quero… Eu posso… Eu mando!!!   5 comments

Não quero comer!

Não quero dormir!

Não empresto os meus brinquedos!

Não quero ir para a escola!

Não! Não e Não!!!!

 

Um filho ou um aluno obediente: o sonho de qualquer pai ou educador…

Hoje em dia com o ritmo de vida a que somos obrigados a viver, a questão da paciência, da tolerância, do nunca estar suficientemente presente e o estar demasiado presente, a imposição de limites, surge a urgência em  alterar a paternidade de forma a que esta se enquadre nos tempos em mudança para e educação das nossas crianças.

Começamos então a ver autênticos truques de malabarismo , com a preocupação de fazer não o que é tolerável mas o que é humanamente possível fazer.

A relação da escola com a família pressupõe uma equipa com objectivos comuns, com princípios e com critérios, para que sejam transformados de uma vez por todas os valores em que regemos e estas condições têm que forçosamente ser melhoradas, para que ambos se reconheçam como agentes activos e não se transformem em peões passivos.

Uma família e um professor demasiado tolerantes, permissivos e até demasiado compreensivos em nada favorecem a forma como cada criança desenvolverá a sua personalidade e sua educação fica negligenciada. O facto de sermos compreensivos, tolerantes e até mesmo permissivos em nada impede os pais ou professores de se imporem aos seus filhos/alunos e de exercerem a sua autoridade, muito pelo contrário ,reafirmará o respeito dedicado, que sabem escutar as suas opiniões, o que aumentará as hipóteses de serem obedecidos na hora de se fazer uma exigência.

Chega de termos a escola e a família de costas voltadas, afinal todos nos movemos num objectivo comum e esta constante desautorização em nada favorece o percurso e a formação pessoal e social daqueles que serão os futuros homens e mulheres de amanhã.

Torna-se urgente aceitar a nossa posição de adultos e abdicarmos do trono onde cada um à sua maneira se sente todo poderoso – as crianças não gostam e não se relacionam muito bem com reis e rainhas que foram depostos como com um adulto.

O narcisismo parental foi ferido e tornar-se-á mais útil descobrir a melhor forma de o sarar e de nos questionarmos sobre as atitudes que temos com os nossos filhos e que outras hipóteses temos ao nosso alcance, para que as nossas crianças se tornem adultos respeitados e respeitadores.

Por isso uma sugestão – em conjunto:

VAMOS DAR UMA GRANDE SALVA DE PALMAS ÁS NOSSAS CRIANÇAS!

 

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Posted Outubro 12, 2010 by laufsoares in Uncategorized

Apenas brincando…   2 comments

“Quando estou a construir com blocos no quarto de brinquedos,

por favor, não digas que estou apenas a brincar.

Porque enquanto brinco estou a aprender

sobre equilibrio e formas.

Quando me estou a fantasiar,

a arrumar a mesa e a cuidar das bonecas,

por favor, não fiques com a ideia que estou apenas a brincar.

Porque enquanto brinco estou a aprender.

Eu posso ser mãe ou pai algum dia.

Quando estou pintado até aos cotovelos,

ou de pé diante do cavalete ou a modelar plasticina,

por favor, não me deixes ouvir-te dizer: está apenas a brincar.

Porque enquanto brinco estou a aprender.

Estou a expressar-me e a criar.

Eu posso ser um artista ou um inventor algum dia.

Quando me vires sentado numa cadeira

a ler para uma plateia imaginária,

por favor, não rias e penses que eu estou apenas a brincar

porque enquanto brinco estou a aprender.

Eu posso ser um professor algum dia.

Quando me vires a procurar insectos nos arbustos,

ou a encher os meus bolsos com todas as coisas que encontro,

não digas que estou apenas a brincar

porque enquanto brinco estou a aprender.

Eu posso ser um cientista algum dia.

Quando estou entretido com um quebra-cabeças,

ou com um algum brinquedo na minha escola,

por favor, não sintas que é um tempo perdido com brincadeiras

porque enquanto brinco estou a aprender

estou a aprender a concentrar-me e a resolver problemas.

Eu posso estar numa empresa algum dia.

Quando me vires a cozinhar ou a experimentar alimentos,

por favor, não penses que porque me divirto, é apenas uma brincadeira.

Eu estou a aprender a seguir instruções e a perceber diferenças.

Eu posso ser um “chef” algum dia.

Quando me vires a aprender a pular, saltar,

correr e movimentar o meu corpo,

por favor, não digas que estou apenas a brincar

eu estou a aprender como o meu corpo funciona.

Eu posso ser um médico, enfermeiro ou um atleta algum dia.

Quando me perguntas o que eu fiz na escola hoje,

e eu digo: eu brinquei,

por favor, não me entendas mal.

Porque enquanto eu brinco estou a aprender.

Estou a aprender a ter prazer e a ser bem sucedido no trabalho.

Eu estou a preparar-me para amanhã.

Hoje, eu sou uma criança e o meu trabalho é brincar.”

(Anita Wadley)

Posted Junho 23, 2010 by infantilidade in Uncategorized